Cheguei aos 24 – Faz hoje uma semana.
Há uma semana fiz toda uma reflexão.
Há uma semana que continua tudo igual, para melhor.
Há um ano não fazia a mínima ideia do que estaria para vir, e ainda bem – Apesar de há muito fazer parte dos meus planos viver e trabalhar fora de Portugal por algum (não sei quanto) tempo, não pensei que tal fosse acontecer aos 23. À parte disso continuo a mesma rapariga-falsa-eficaz e passo a vida a tentar passar ao lado das responsabilidades do mundo adulto – post it mental para os 25.
Cheguei aos 24 – Dormir continua a ser o que faço melhor. Por muito que prometa a mim mesma que vou acordar cedo para ir ao ginásio isso não vai acontecer e sei que amanhã vou odiar-me quando sair de casa e vir alguém a chegar do treino. Pelos vistos, o nível de preguiça continua o mesmo.
Cheguei aos 24 – Não tenho lido tanto como queria, não tenho escrito tanto como preciso, não tenho postado aqui como gostaria. Tenho vivido mais tempo num estado de tranquilidade que só me dá para viver de contemplação. De mim e dos outros. Em relação aos outros… não poderia pedir melhor. Cheguei aos 24. Com as melhores pessoas que poderia alguma vez ter desejado para mim – Já não faço fretes. Já não perco tempo com quem não quer estar. Já não dou do meu tempo à toa.
Cheguei aos 24 – Comecei a investir mais em mim, na minha alimentação e no meu estado de espírito. Encontrei um equilíbrio que nunca tinha vivido. É junto ao mar que me encontro. É junto dos meus que me vejo. É na minha terra que me sinto. É no meu trabalho que me realizo.
24 – Para muitos não é nada, para mim também não é grande coisa. Só chego aqui muito feliz. Uma felicidade plena, não forçada, sem trocadilhos que não procurei e que nunca idealizei. Talvez por isso seja tão real.

Cheguei aos 24 mas chega de pontos de situação até ao final do ano – isso não passa de uma coisa de adultos. Até lá vou continuar a ignorar que o tempo passa, que as estações mudam, que o verão não fica para sempre, que não somos imortais. E que nem tudo depende de nós, à parte de tudo aquilo que queremos muito.

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Photo credits: Liliana Teixeira

Author Sara

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