1 13 8514 4 2 10 1112Grande parte das pessoas me pergunta como é viver em Paris. E à minha resposta segue-se, quase sempre, uma expressão desiludida por parte de quem questiona. Não me vejo a viver lá para sempre – respondo. Mas gosto muito – sustenho. Talvez seja o facto de nunca ter feito grandes planos para a minha vida que me sinta feliz e realizada com ela. Viver em Paris aconteceu. Como poderia ter sido Londres ou uma pequena cidade holandesa… quem sabe. Não conhecia Paris antes de fazer dela a minha cidade para viver e trabalhar. E apaixono-me mais um bocadinho por ela todos os dias. Como uma relação de simbiose, diga-se. Conheço ou aprendo qualquer coisa nova todos os dias. Nem que seja uma palavra estranha. Uma esquina de vinhos e queijos. Uma loja de arte. Um artista famoso ou um músico no metro. Até mesmo eu própria. Que deixei de ser quadrada em relação ao por do sol. Aboli a ideia de que só é perfeito no mar, e admiti que também o consegue ser na beleza da arquitetura parisiense. Como quando foram tiradas estas fotografias, há poucas semanas. Zero planos e um por do sol em Paris. Que mais para ser feliz? 🙂


Many people ask me how is it to live in Paris.  I do not see myself living there forever – I answer. But I love it – I uphold. Maybe the plan to feel happy and fulfilled is not making any plans. Living in Paris happened. As could have been London or a small Dutch town… who knows. I did not know Paris before making it my city to live and work. And I fall in love with it a little longer every day. As a symbiotic relationship. I get to know or learn something new every day. A new word. A corner of wines and cheeses. An art shop. A famous artist or a musician in the subway. Even myself. I stopped being a square in what concerns to sunsets. I abolished the idea that it’s just perfect in the sea and admitted that it also can be the beautiful on the Parisian architecture. As when these photos were taken, a few weeks ago. Zero plans and a sunset in Paris. What else to be happy? 🙂

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