Às vezes respondia-lhe mentalmente: Formulava respostas bem estruturadas. Esbanjadas de escrutínio possesso de racionalidade. A discursos com tanto de fundamento como de falta dele. Depois de tudo ser libertado para aquele universo paralelo estava feito. Outras tantas vezes ficava só ali. A admirar as palavras e a forma como dançavam. Como quem estreia uma história. E anseia pelo encadeio que conhece mas não vê. Na maioria das vezes, as réplicas ficavam só ali. Entre aquela bolha e o exterior. Nem muito dentro nem muito fora. Apenas naquela fina camada de nada que quase não existia. Mas que era real por todas as cores que queria. Sem se materializar em aparência ou estação.

Todas as vezes longe. Nem sempre perto. Mas sempre presente. Como quando se está perdido e não se quer ser encontrado. Como quando se está a leste mas lá se vê o norte. Como quando se sente longe mas não se quer estar perto. Como quem se prende à liberdade da leveza de viver.

Perto. Remoto. Numa meia bolha. Num meio Verão.

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