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O registo de quando conheci o Pacífico.

Qual semblante desprovido de intempéries esbanjadas pelo Atlântico, que tantas outras vezes me devolveu a serenidade. Já se passaram vários anos desde que li numa parede algures “Just go with the flow”. Na altura fez sentido. Como se aquilo significasse a paz que todos procuramos. No fundo, aquilo que tentava manter todos os dias. Até que percebi que aquele sentido de cardume era do mais ilusório que pode acontecer a alguém que realmente quer ser feliz. “Just make your flow” passou a ser o lema. Não me venham dizer que é na zona de conforto que se encontra a realização. Seja ela qual for. Não me venham dizer que quem vai contra a corrente corre o risco de quebrar a tranquilidade. A paz está em fazer-se aquilo em que se acredita e estar-se bem com isso. Quem criou uma bolha já esteve fora dela e não quer dizer que vá com a corrente. Só quer dizer que arranjou forma de estar dentro dela, criando o seu próprio caminho.

São precisos muitos esforços, muita força de vontade e sobretudo confiança e disciplina para se criar defesas à eminência do incómodo da calma. À ferida da alma que se cura com água salgada. Que arde. Mas cura. Seja o Pacífico na América do Sul o Atlântico da praia da Barra.

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Sara

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