No famoso parque de Madrid, o sol quente enganava o Outono que há mais de um mês se tinha instalado. Estávamos nos últimos dias de Outubro mas nada o fazia adivinhar. É ali que a vida apressada da capital madrilena se vai amaciando da agitação exterior aos limites do parque. Fui muito feliz em Madrid. Senti-me leve, livre e capaz. Sentada numa das esplanadas, dei por mim a pensar no quão preenchida me sentia naquele momento. Ali, numa cidade longe e tão perto de casa, ao mesmo tempo. Num fim de semana que surgiu à última da hora e para os quais não tinha quaisquer planos. Adoro viajar e tudo o que isso implica. Todas as etapas. Os planos que se fazem antes, a pesquisa, escolha dos lugares a visitar. O que se vive no destino e depois o bem que sabe o regresso a casa.  Lembro-me como se tivesse sido na tarde de hoje. Ali a reflectir acerca do poder que a expectativa tem em nos desiludir. Quando não se espera nada tudo o que vem é bom, uma espécie de presente. Um presente do universo. Tão bom que sabe quando ele se lembra de nós.

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