A SIMPLICIDADE VICIA

O café tem sido um dos maiores salvadores da azáfama mundana e um dos melhores pretextos para viver tardes intermináveis à volta de uma mesa com quem mais se gosta. Muitas vezes, revelador dos traços de personalidade de cada um que o assiste, pela forma como o toma e enfeita. Tornou-se adereço de quem passa nas ruas de cidades atribuladas e refúgio de alpendres em paragens mais agrestes. Olho para a vida como quem olha para o café, numa relação simples e viciante. A simplicidade das coisas acaba por se tornar um vício e é com o tempo que aprendemos a deslindar o complicado e a assistir o mais simples. Sem açúcar ou adoçante. Sem natas ou chocolate. Simples. Às vezes frio, por vezes quente. Relaxante em dias de preguiça. Estimulante em dias atribulados. Máscara de noites mal dormidas. Ou uma desculpa para conversas desmedidas.


Coffee has been one of the greatest saviors of human bustle and one of the best excuses to live endless afternoons around a table with whom we love. Often, it reveals the personality of who drinks it, by the way they it’s taken. It became an adornment on the streets of messy cities and a refuge on the backyard in the roughest stops. I see life the same way I see coffee, in a simple and addictive relationship. The simplicity of things ends up becoming an addiction but it takes time to learn how to unravel the complicated stuff and live the simple things. Without sugar or sweetener. No cream or chocolate. Simple. Sometimes cold, sometimes hot. Relaxing on lazy days. Stimulating on the troubled ones. Mask of sleepless nights. Or an excuse for rambling talks.

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Photo credits: Liliana Teixeira

Author Sara

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