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COTE D’AZUR – LETS GO ON A ROAD TRIP!

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Verão é sinónimo de calor, dias longos e longas estradas que convidam a viagens de carro com cabelos ao vento. Este cenário traz uma visão de filme americano, da route 66 e da liberdade relatada pelos audazes que se la aventuraram. Mas enquanto essas aventuras não chegam, fui viver outra no sul de França. E digo-vos que bastou para me sentir personagem de um clássico de cenários deslumbrantes, repletos de luz, glamour e elegância.

Leva-se um choque de brilho moderno que contrasta com os telhados das casas empoleiradas sobre a imensidão de um Mediterrâneo azul safira. Lá são incontáveis os barcos que flutuam, numa montra que exibe o que de melhor a vida tem: amigos e tranquilidade num mar cuja cor parece irreal. Num litoral sensualizado por estradas à beira das escarpas, a luz única e os estabelecimentos sumptuosos atraem aristocratas, artistas e famosos, fazendo jus a tudo o que dizem de bom sobre este lugar.

Sim, faz-nos querer mudar para lá.. e viver para sempre “la vie en rose” 🙂

Como chegar: voar até Nice.

Onde ficar: Nice. Explorar os outros pontos a partir de lá.

Meio de transporte na região: Carro. Road trips são sempre divertidas e as cidades são próximas umas das outras. Vais querer parar a toda a hora para admirar a imensidão do mar. Há vias que acompanham a costa e vais adorar o vento bater-te na cara enquanto admiras a água turquesa. Pura sensação de liberdade.

Quando ir: Verão europeu.

Para saberes o que fazer por lá não percas os próximos posts 🙂


Summer means long days and long roads inviting us to road trips with hair blowing on the wind. This scenario brings us a vision of American films rolling on the route 66 daring. But while these adventures don’t come, I went to southern France to live something a bit similar. And I can tell you it was enough to make me feel as a character in a classic, with such stunning scenarios, light-flooded, glamour and elegance.

We take a quite shock of modern glow that contrasts with the roofs of houses perched on the immensity of a sapphire blue Mediterranean. There are countless floating, showing in a window that displays the best that life has: friends and peace in a sea whose color seems unrealistic. Yes, it makes you want to move there… and live forever “la vie en rose”:)

How to get there: fly to Nice.

Where to stay: Nice. Explore the other points from there.

Means of transport there: Car. Road trips are always fun and the cities are next to each other. You want to stop all the time to admire the immensity of the sea. There are paths that follow the coast and you’re going to love the wind hit you in the face while you admire the turquoise water. Pure sense of freedom.

When to go: summer.

Cities to meet: Nice, Saint-Tropez, Monaco, Cannes, Eze-sur-mer, Cap d’Ail. As long as you can!

To get to know what to do there don’t miss the next posts 🙂

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THE GARDEN

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“They say you only really appreciate a garden once you reach a certain age, and I suppose there is a truth in that. It’s probably something to do with the great circle of life. There seems to be something miraculous about seeing the relentless optimism of new growth after the bleakness of winter, a kind of joy in the difference every year, the way nature chooses to show off different parts of the garden to its full advantage.”

– Jojo Moyes –

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#GERES – GOING GREEN

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Os dedos das mãos e dos pés não chegam para quantificar a variedade de coisas que podes fazer no Gerês, mas se quiseres vestir a pele de caçador(a) de cascatas como eu fiz, aconselho-ta a:

  1. Vestir uma roupa confortável e calçar ténis. Se fores de chinelos não vai dar bom resultado. As cascatas mais bonitas e selvagens são de difícil acesso. Vais ter que trepar, andar muito e ter bastante cuidado para não te magoares.
  2. Levar muita água. Nas zonas mais recônditas não há estruturas de apoio onde possas comprar água, por isso leva uma mochila cheia dela.
  3. Visitar o maior número de cascatas possível. A das 7 Lagoas é OBRIGATÓRIA. Vale bem a pena o esforço para lá chegar. Ao contrário do que os locais dizem, dá para lá chegar de carro!! Poupas uma hora de caminhada a pé com inclinação acentuada do terreno 😉
  4. Acordar cedo! Tens que ser dos primeiros a chegar aos lugares. De tarde gera-se grande confusão e torna-se quase impossível aproveitar ao máximo a calma que lá te é transmitida.
  5. Sente-te no paraíso 🙂

My fingers are not enough to quantify the variety of things you can do in Gerês, but if you want be a waterfell seeker as I did, I recommend you to:

  1. Wear comfortable clothes and put your tennis on. The most beautiful and wild waterfalls are difficult to access. You’ll have to climb, walk a lot and be very careful to don’t get hurt.
  2. Take a lot of water. In so many areas there are not bars to buy water, so I recommend you to get a backpack full of it.
  3. Visit the largest number of waterfalls. 7 Lagoons is MANDATORY. It’s well worth the effort to get there. Contrary to what the locals might say, you can get there by car!!
  4. Wake up early! You have to be the first to arrive. During the afternoon there are too many people and becomes almost impossible to rest and relax.
  5. Feel like you’re in paradise 🙂

 

Photo credits: Tânia Monteiro & Juliana Loureiro

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#GERES – INTO THE GREEN

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Incrível como se pode viver de tudo em Portugal. Haverá poucos lugares no mundo onde há de tudo para todos os gostos. Para todas as necessidades. E eu estava mesmo a precisar disto: respirar. Pôr uma mochila às costas, calçar uns ténis e ir à descoberta. Como em tudo, a audácia é recompensada e sorri a quem lhe acena. Verificou-se. Encontrámos lugares lindos. Lugares onde o tempo não passa, onde a calma fica e o eco seco impera. Não foi o primeira vez no Gerês, mas foi a primeira vez desta forma. Uma perfeita e nunca antes sentida simbiose com o que a natureza criou. Mais do que fotografias, deixo-vos sentimentos nestas imagens.


It’s amazing how you can live such great experiences in Portugal. There will be few places in the world where there is everything for everyone. For all the needs. And I was really needing thus: to breathe. Put a knapsack on his backGet a backpack, put on the tennis and go on an adventure. We found so many wonderful places . Places where time stands still, where calm is dry and the eco reigns. It was not the first time in Geres, but it was the first time in this way. A perfect and never before felt symbiosis with what nature created. More than photographs, with these images, I leave you feelings.

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 Photo credits: Tânia Monteiro & Juliana Loureiro

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#MUNICH IN 2 DAYS

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Se és amante de cerveja este é o destino ideal para ti. Na cidade do Oktoberfest é normal que encontres alguém a beber um litro de cerveja às 9 da manhã. Talvez seja por isso que os muniquenses se revelaram bastante alegres, genuínos e comunicativos. A verdadeira antítese do que estava à espera de encontrar no povo alemão, confesso. A cidade não é muito grande e pode visitar-se uma boa parte caminhando. À parte disso, a rede de transportes públicos é bastante eficiente (embora os tempos de espera sejam longos) e abrangem uma vasta área que alberga todos os locais a visitar. E o que há para visitar em Munique? Não é que dois dias me dêem grande conhecimento de causa, mas deu-me bastante gozo conhecer esta cidade tão simpática que merece ser descoberta. Seguem cinco coisas que não podes (mesmo) deixar de fazer se visitares a capital da Baviera:

1. Visitar Marienplatz
Marienplatz é o coração de Munique. A partir daqui podes explorar a zona velha da cidade, viver o ambiente descontraído que paira ao som dos músicos de rua e deixar-te levar pela envolvência da elegância daquelas paragens.

2. Campo de Concentração de Dachau
Este foi o primeiro campo de concentração a ser construído no regime hitleriano (cerca de seis semanas após Hitler ascender ao poder), tendo servido como modelo para os campo subsequentes. A visita é gratuita e permite ver as dependências onde os prisioneiros eram mantidos, as casas de banho, a prisão, as celas, o crematório e também a câmara de gás. Segundo consta, a câmera de gás de Dachau não chegou a ser usada. Este lugar vai fazer-te refletir acerca do mundo, do ser humano e daquilo que ele é capaz. Num silêncio ensurdecedor que insiste (e ainda bem) em nunca ser mudo.

3. Mercado Viktualienmarkt
Ao ar livre, oferece uma grande variedade de produtos típicos de toda a Alemanha, carnes, fruta, frutos secos, flores e artesanato. Vais encontrar vários quiosques com todo o tipo de comida e bebida, dais quais podes desfrutar em mesas comuns no centro da praça. Podes ficar ali horas a fio sem que alguém apareça para te fazer consumir mais alguma coisa. Para além disso, tem hotspot grátis. Muito importante: encerrado ao domingo!

4. Museu da BMW
Alerta aos amantes do mundo automóvel!! Não é o meu caso e mesmo assim perdi imenso tempo a conhecer a História, admirar clássicos da marca e protótipos que só cabem na imaginação. O bilhete custa 10 euros mas vale a pena – dito por alguém que de carros só percebe a condução (e mesmo isso….) 😉

5. Provar as salsichas e as cervejas
A Baviera é uma ótima região para quem gosta de comida pesada, tudo à base de batata sob as mais variadas formas, carne de porco e salsichas. Para beber? Existe uma cervejaria em cada esquina e é obrigatório que acompanhe todo o rest. Provei várias mas confesso que não adorei. Não sou grande amante de salsichas, não gosto de cerveja e não sou adepta de comidas pesadas. Mas quem gostar deste tipo de gastronomia vai sentir-se no paraíso. Como não é o meu caso fiquei-me pelas saladas. Mas tentei, juro.

Para além destas, tens muito mais coisas a fazer caso visites Munique. Visitar o Parque Olímpico, entrar em todas as igrejas emblemáticas, subir à torres e visitar os museus. Ah, e claro… Comer muitos pretzels 😉

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INSPIRING SOUZA

By | INSPIRATION, PARIS | No Comments

“Tenho um espírito complicado, sujeito a crises, o meu estado moral e intelectual atravessa sem cessar violentas manifestações de todo o tipo, tenho mais fases do que a lua”.

Assim de descrevia Amadeo de Souza Cardoso.

Vítima da gripe pneumónica, morreu aos 30 anos, quando a sua obra estava em ascensão internacional. Já tinha exposto em Paris, Londres, Viena, Hamburgo e também em Nova Iorque, em 1913. Teve tempo de criar algo atordoantemente impressionante, munido de revolução estética que o destacou pela diferença em relação a qualquer outro. Deixando para trás uma produção rica, colorida e revitalizante.

A sua forte personalidade levou-o a deixar Manhufe, no concelho de Amarante, com apenas 19 anos, com destino a Paris para estudar arquitectura, optando pelas artes plásticas, contrariamente ao que era frequente no seio da sua família. Ali conviveu e fez amizades com artistas que marcariam a História da Arte, como Modigliani, o casal Robert e Sonia Delaunay, Marc Chagall ou Constantin Brancusi, recebendo várias influências das vanguardas criativas, mas sempre traçou o seu próprio caminho.

O ultimo segredo da arte moderna.

O mais bem guardado – diz quem entende da matéria.

O artista multifacetado cuja obra se encontra-se no cruzamento de todos os movimentos artísticos do século XX, recusou-se aos rótulos e teve a capacidade de criar uma arte própria, entre tradição e modernidade, entre Portugal e Paris. A Réunion des Musées Nationaux et du Grand Palais des Champs-Élysées, com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, reuniu numa exposição no Grand Palais, em Paris, a primeira grande retrospectiva dedicada ao artista Português desde 1958, no âmbito dos 50 anos da presença desta instituição, na capital francesa.
A imprensa é unânime, os visitantes também, a exposição Amadeo Souza Cardoso conquistou.
É imperdoável, para qualquer português que viva em Paris ou que esteja de visita ignorar esta exposição. Na verdade visitá-la é uma questão de orgulho e valorização nacional. Não é todos os dias que um português tem as suas obras expostas nesta sala de exposições. Asseguro que vale a pena lá ir para viver as cento e cinquenta obras de Amadeo e dos seus amigos próximos, que têm o poder de captar a atenção de qualquer um.
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“A minha maneira de sentir e de compreender não tem nada a ver com a dos futuristas ou dos cubistas (…). Cada artista tem em si algo de singular que não existe em nenhum outro. (…) A arte, tal como eu a sinto, é o produto emocional da natureza, fonte de vida, de sensibilidade, de cor, de profundidade, de ação mental e poder emotivo”.

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HOME AWAY

By | INSPIRATION, PHOTOGRAPHY | No Comments

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“Try to learn to breathe deeply, really to taste food when you eat, and when you sleep, really to sleep. Try as much as possible to be wholly alive with all your might, and when you laugh, laugh like hell. And when you get angry, get good and angry. Try to be alive. You will be dead soon enough.”

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24

By | INSPIRATION, LIFESTYLE, PHOTOGRAPHY, STORIES | No Comments

Cheguei aos 24 – Faz hoje uma semana.
Há uma semana fiz toda uma reflexão.
Há uma semana que continua tudo igual, para melhor.
Há um ano não fazia a mínima ideia do que estaria para vir, e ainda bem – Apesar de há muito fazer parte dos meus planos viver e trabalhar fora de Portugal por algum (não sei quanto) tempo, não pensei que tal fosse acontecer aos 23. À parte disso continuo a mesma rapariga-falsa-eficaz e passo a vida a tentar passar ao lado das responsabilidades do mundo adulto – post it mental para os 25.
Cheguei aos 24 – Dormir continua a ser o que faço melhor. Por muito que prometa a mim mesma que vou acordar cedo para ir ao ginásio isso não vai acontecer e sei que amanhã vou odiar-me quando sair de casa e vir alguém a chegar do treino. Pelos vistos, o nível de preguiça continua o mesmo.
Cheguei aos 24 – Não tenho lido tanto como queria, não tenho escrito tanto como preciso, não tenho postado aqui como gostaria. Tenho vivido mais tempo num estado de tranquilidade que só me dá para viver de contemplação. De mim e dos outros. Em relação aos outros… não poderia pedir melhor. Cheguei aos 24. Com as melhores pessoas que poderia alguma vez ter desejado para mim – Já não faço fretes. Já não perco tempo com quem não quer estar. Já não dou do meu tempo à toa.
Cheguei aos 24 – Comecei a investir mais em mim, na minha alimentação e no meu estado de espírito. Encontrei um equilíbrio que nunca tinha vivido. É junto ao mar que me encontro. É junto dos meus que me vejo. É na minha terra que me sinto. É no meu trabalho que me realizo.
24 – Para muitos não é nada, para mim também não é grande coisa. Só chego aqui muito feliz. Uma felicidade plena, não forçada, sem trocadilhos que não procurei e que nunca idealizei. Talvez por isso seja tão real.

Cheguei aos 24 mas chega de pontos de situação até ao final do ano – isso não passa de uma coisa de adultos. Até lá vou continuar a ignorar que o tempo passa, que as estações mudam, que o verão não fica para sempre, que não somos imortais. E que nem tudo depende de nós, à parte de tudo aquilo que queremos muito.

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Photo credits: Liliana Teixeira
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SETTLEMENT

By | INSPIRATION, PHOTOGRAPHY | 2 Comments

“We are not going to change the whole world, but we can change ourselves and feel free as birds. We can be serene even in the midst of calamities and, by our serenity, make others more tranquil. Serenity is contagious. If we smile at someone, he or she will smile back. And a smile costs nothing. We should plague everyone with joy. If we are to die in a minute, why not die happily, laughing?”

― Swami Satchidananda, The Yoga Sutras

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Photo credits: Liliana Teixeira, Maria João Castro
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PARIS, ALONE.

By | INSPIRATION, LIFESTYLE, PARIS, PHOTOGRAPHY | No Comments

A vista sobre a Notre Dame está diferente.

Sentada num dos meus sítios favoritos em Paris.

Cá do alto transborda o Sena apinhado de flashes que registam o que já não acontecia há muitos anos. Bebo algo que dizem ser detox, na esperança que o meu corpo não dê conta daquilo que andei a comer nos últimos dias. E olho as pessoas. Tenho a sorte de poder viver onde muitos estão para visitar. É tão fácil morrer de amores por Paris e mesmo assim apaixonar-se todos os dias mais um bocadinho por esta cidade. Majestosa e moderna, sempre sedenta por cultura. Onde um café custa mais do que um livro e onde a Arte não tem preço, tem rostos. A elegância na simplicidade e delicadeza com que se fala, com que se veste, com que se anda. Com que se está. Aqui aprendi a estar, simplesmente. Ébria pelo que passa enquanto sossego as pernas de tanta demanda de aumento da descoberta. Sóbria pela ressaca que impera os sentidos que só conseguem receber. A intelectualidade das conversas de café partilhadas em esplanadas nos passeios, de volta de um copo de vinho, por grupos de amigos na casa dos vinte. Respira-se interesse pela história da cidade e cuidado com a beleza do que aqui pertence.

Solidão é uma palavra forte. Pesada. Triste. Entendo que os momentos só são verdadeiramente felizes quando os partilhamos com alguém o que uma boa novidade só se torna ótima quando a transmitimos a quem gostamos. Mas para saborear o bem estar comigo e com os outros preciso da solidão. É ali que melhor sinto e absorvo quadros como o que descrevi em cima. Ao lado da janela, numa mesa onde não há mais ninguém para além de mim e um livro cuja leitura há muito tinha deixado pela metade. Aqui fico. Numa sala iluminada por um dia cinzento que estou a viver comigo própria. Com aquela a quem vou contar todos os dias da minha vida, até ao seu final. Sendo feliz nos outros, porque antes encontrei a felicidade na solidão.

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NOTHING’S GONNA HURT YOU BABY

By | INSPIRATION, PHOTOGRAPHY, STORIES | No Comments

Palmas para as minhas amigas artistas. Liliana Teixeira. Joana Lemos. Maria João Castro. Sem elas este blog seria muito menos interessante. Aqui está a prova que até de um devaneio que me obriga a parar o carro no meio do nada pode surgir alguma coisa. A Fotografia pode ser o refúgio de muita coisa, é lá que está o meu.


Hands up to my friends. Liliana Teixeira, Joana Lemos, Maria João Castro. Without them this blog would be much less interesting. Here’s the proof that even a daydream that forces me to stop the car in the middle of nothing can become something. Photography can be the refuge of a lot, that’s where mine is.

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Photo credits: Liliana Teixeira
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